Para quem vive com PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção), o stress pode ser um aliado ou um inimigo. A linha entre o stress motivador e o pânico paralisante é ténue, e saber reconhecê-la é essencial para manter a produtividade e a saúde mental.
O lado saudável do stress
Um certo nível de stress pode ajudar quem tem PHDA a entrar em “modo de urgência”, despertando o foco e a ação. Este fenómeno é conhecido como HiperFoco, e acontece muitas vezes perto de deadlines ou quando o desafio é suficientemente estimulante.
Isto significa criar um novo tipo de relação com o nosso stress, e de certa forma aceitá-lo e abraçá-lo para o manter sobre controlo.
Quando o stress se torna pânico
No entanto, quando o stress ultrapassa o limiar de tolerância, entra-se em modo de pânico. O sistema nervoso ativa mecanismos de defesa (como luta, fuga ou congelamento) que, em vez de ajudar, bloqueiam completamente a capacidade de ação.
Estratégias para manter o equilíbrio
- Criar mini-prazos antes dos deadlines reais
- Usar timers (como Pomodoro) para criar “urgência artificial”
- Regular o ambiente: evitar estímulos excessivos
- Acompanhar sinais físicos de ansiedade e agir cedo (ex. respiração, tensão muscular)
- Procurar reforço positivo e não punição como motivação
Conclusão
Com PHDA, o objetivo não é eliminar o stress — é saber calibrá-lo. Dominar essa gestão emocional pode transformar o stress num trampolim, e não numa armadilha.




